quarta-feira, 20 de abril de 2011

GT 4 – Sessão 1 “Internet, campanhas eleitorais e instituições políticas”, por Ioná Ricobello

-> “O uso da internet pelos candidatos aos governos estaduais e ao senado federal nas eleições brasileiras de 2010”

Por: Sérgio Braga – Autor (UFPR)

Maria Alejandra Nicolás – Co-autora (UFPR)

Sérgio iniciou sua apresentação afirmando que as perspectivas do uso da web eram boas no contexto brasileiro, ilustrando essa afirmação com um ranking relativo ao uso das redes sociais no Brasil. Caracterizou os “ciberotimistas”, como aqueles que dizem que “sem a internet não haveria segundo turno”, e os “ciberpessimistas”, como aqueles para os quais “os candidatos estavam prontos, mas algo de errado aconteceu”. Apresentou, também, uma tabela que fazia a relação entre uso da web X região brasileira. Mostrou que um dos dados da pesquisa feita por sua equipe apontou que 50% dos candidatos à deputado utilizaram o Twitter em suas campanhas. Por fim, ao ser perguntado sobre questões mais aprofundadas em relação aos itens apresentados respondeu com a seguinte frase: “quizemos simplesmente fazer um mapeamento descritivo geral de quem usou redes sociais e quem não usou”, mostrando que o interesse era mais o de apontar números do que imaginar o por quê deles.

-> “As campanhas invadem o Twitter”

Por: Camilo Aggio (UFBA)

No segundo trabalho apresentado, a campanha política para as eleições de 2010 foi trazida como a “primeira campanha brasileira online de fato”. Com o foco no Twitter, o autor defendeu que “uma vez que os candidatos invadem as redes sociais online é necessário que eles tenham responsabilidade com o que está ali”. Relacionado a isso, trouxe o fato de que “os candidatos tem que entender que grande parte dos usuários do Twitter esperam interação com aqueles que seguem”, ou seja, a rede social não é apenas um ferramenta para o candidato postar e seus seguidores lerem, é uma ferramenta que requer diálogo efetivo candidato X eleitor. O Twitter veio apresentado como um fórum eficiente, dinâmico e veloz. A pesquisa analisou principalmente os Twitters de Marina Silva, Dilma e José Serra, e foi realizada nos dois meses que antecederam as eleições. Através dela, os pesquisadores apontaram a rede social como espaço para atividades como: post de agenda com link (ou seja, o candidato não dizia apenas aonde estava indo, mas postava um link com informações sobre o evento), divulgação de material de campanha e comentários sobre eventos com link sobre os mesmos. Ao analisar o Twitter de José Serra, foi percebido que ele preferia interagir como estratégia de aproximação com os eleitores (postando sobre o show do U2, por exemplo), mostrando que entendeu como funciona o Twitter no sentido da interação. Já Marina preferia apresentar e discutir propostas através da rede social, obtendo o maior número de interações entre os três candidatos analisados. Para o pesquisador, Dilma foi a que menos sucesso teve com o Twitter, postando “o que estava afim na hora em que estava afim”, realizando apenas 71 tweets, com somente 3 interações, nesse período de 2 meses. A candidata eleita, por mais irônico que pode parecer, veio apontada na pesquisa como um exemplo de “como não se utilizar o Twitter em campanha”.

-> “O Twitter na campanha eleitoral de 2010”

Por: Wilson Gomes (UFBA)

Mais um estudo analisando o uso do Twitter nas eleições de 2010, mas diferente da segunda apresentação, falou também de Plínio de Arruda, o colocando como o “queridinho do Twitter”, afirmando que apesar de não ter um tema voltado para os jovens, o candidato acabou fazendo maior sucesso, obtendo uma posição mais intensa. Para Wilson, nas últimas eleições surgiu o fenômeno que ele caracteriza como “o debate em companhia”, ou seja, “pessoas assistindo à debates chatíssimos, mas comentando no Twitter sobre os mesmos”. Em relação à José Serra, apresentou-se a questão do efeito inverso que aconteceu em sua campanha onde, ao ser implantada a tag “#pergunteaoserra”, o intuito era que os eleitores tirassem dúvidas construtivas, mas a oposição acabou usando contra o candidato, causando situações constrangedoras. Também foi citado Marcelo Tas, do programa CQC, como o microblogueiro político mais popular da internet. Wilson colocou uma questão em jogo: “houve realmente campanha online ou houveram partes online nas campanhas?”. Ele defendeu que as campanhas não foram de fato online, comparando a campanha de Obama com as campanhas eleitorais dos candidatos brasileiros, como exemplo, dizendo que a mesma ocupou todos os espaços na web e afirmando que isso não aconteceu aqui no Brasil.

-> “Estudo sobre o modelo organizacional dos partidos políticos na internet”

Por: Adriane Martins (UFF)

Adriane iniciou sua apresentação dizendo que seu estudo é focado na estrutura dos partidos políticos e que todo partido tem um objetivo a ser alcançado. Afirmou, também, que sua pesquisa procura entender como se dão as decisões dentro dos partidos e como eles se organizam, dizendo que esse modelo organizacional só pode ser entendido se tivermos conhecimento da origem do partido em questão. Mostrou que o site não é usado apenas para campanhas políticas, mas também de maneira institucional, como uma espécie de “lugar de fala” do partido. Indo em direção ao Twitter, que foi constante em todas as apresentações que antecederam a dela, afirmou que hoje, mesmo não querendo, ficamos sabendo sobre política, pois posso não seguir o candidato X, mas se alguém que eu sigo o Retwittar, eu leio o que ele postou.

Resenha Compolítica - Por Alex Vieira Oliveira

GT 4 – Internet e Política – sessão 1

A primeira sessão, o palestrante Sérgio Braga utilizou o seguinte tema: O uso da internet pelos candidatos aos governos estaduais e ao senado federal nas eleições brasileiras de 2010. A pesquisa foi feita com dados que foram obtidos durante as 2 últimas semanas antes das eleições de outubro, ao entrevistar mais de 2 mil pessoas com idade entre 18 e 65 anos. Uma das conclusões obtidas foi a não adesão à campanhas de internet por partidos políticos de esquerda quando seus candidatos eram apenas regionais. Outro ponto que foi avaliado foi a forma como os candidatos utilizavam a internet para sua campanha através de seus websites oficiais. Pois os candidatos não utilizavam esse espaço como um meio para discussões com o intuito de interagir e disseminar seus ideais de campanha e assim estar mais perto do seu público alvo.

A Segunda palestra foi ministrada pelo palestrante Camilo Aggio, e tinha o seguinte tema: A campanha política dos 3 principais candidatos à presidência. O autor utilizou como principal foco as campanhas destes candidatos utilizando o microblog Twitter. O principal motivo dessa utilização deveu-se pelo fato do candidato não poder apagar mensagens ou perguntas inapropriadas dos seus seguidores (eleitores). E por isso não utilizou os sites oficiais dos candidatos. A conclusão apresentada foi a que os candidatos utilizaram essa ferramenta de forma diferente. A candidata do PT, Dilma Roussef, foi a que menos interagiu com o seu público. Respondendo a no máximo 10 perguntas durante sua campanha. Motivo da pouca interação foi a possível liderança das pesquisas durante todo período eleitoral e o medo de possíveis perguntas que pudessem abalar sua campanha. Já o candidato José Serra utilizou a rede social para divulgar sua agenda de campanha, e fazer algumas piadas sobre assuntos cotidianos. A ideia principal era tentar melhorar seu carisma com o eleitorado. E a candidata do PV, Marina Silva, foi a que mais utilizou o twitter. Usando-o como canal direto para tirar dúvidas de suas plataformas de governo e, consequentemente, aumentar suas intenções de voto. Isso ficou claro por ter sido a candidata que alcançou mais seguidores na rede social, segundo o autor da pesquisa.

GT7: Políticas de comunicação

No GT7 segunda sessão (políticas de democratização dos meios de comunicação) de sexta feira tivemos,respectivamente,a apresentação dos trabalhos de Raquel Gomes de Oliveira (UFBA) e Luciana Pinto (UFMG),Viktor Chagas (UFF),Ivonete da Silva Lopes (UFF) e Mariela Portz Dorneles (UNIVATES)

O primeiro trabalho apresentado foi sobre Internet como alternativa para o engajamento cívico - Reflexões sobre o caso das ONGs.
O objetivo da pesquisa era saber como se dá a utilização e possibilidade de engajamento cívico na internet com auxílio das ONGs. O engajamento cívico foi definido como ligação ativa com os assuntos sociais, sendo de modo individual ou coletivo.
Das ONGs que participaram da pesquisa, 60% possuem espaço na rede. Dentre elas 20% não contam com rede ativa, 70% tem sites e desses 15% tem tanto o domínio .com e outros (blogs,orkut,twitter,facebook). Os demais, 30% tem blogs.
O espaço de interação nos sites é mínimo, se resumindo ao fale conosco e enquetes. Do conteúdo de divulgação, por volta de 93% se resume em informações institucionais.
A conclusão, segundo as pesquisadoras, não foi o que esperavam, pois o uso da internet não tem sido eficaz. Existem maiores possiblididades de divulgação e manutenção, que deveriam ser exploradas pelas ONGs. Já o engajamento cívico demonstra semelhança com o comportamento fora da rede, quem possui algum engajamento continua na internet e os demais tem um potencial ainda não explorado.

O segundo trabalho foi sobre Economia informal e legislação sobre bancas de jornais: urbanismo, urbanidade e disputas fraternas pelo uso do espaço público.
Na disputa por espaço público foi abordado o papel histórico, político e social das bancas de jornais e jornaleiros. Essa categoria, têm como início ligação íntima com mercadores na França do século XVII. Hoje, pode ser considerada uma categoria intermediária entre ambulantes e lojistas.
O período analisado é o do mandato de Chagas Freitas, César Maia e Conde. O suporte para o estudo são as legislações desse período. Nela, estão determinados o distanciamento entre bancas, entre lojas/bancas, as dimensões físicas/espaciais das mesmas.
A partir dai, surgiram questionamentos sobre poder de livre concorrência; a auto organização das bancas; a regulamentação por se inserir no campo da imprensa caberia a União e para o Município as normas de conduta.
Independente do questionamento de quem caberia a regulamentação a cobrança de valores materiais, cadastramento pelo Município, que é o atual regulador, garantem as bancas uma estabilidade geográfica para o comércio.
Outra questão abordada foi a publicidade nas bancas (laterais/fundo). As hipóteses levantadas foram a queda na venda de periódicos, que influenciam no rendimento e seriam repostos com essa prática; a lei contra poluição visual dos outdoors, levaria para as bancas uma possibilidade de divulgação de campanhas.

O terceiro trabalho sobre Cultura política e democratização da comunicação no Brasil, ainda estava em definição de conceitos e elaboração. O que pude extrair da apresentação foi que o governo Lula tentou conciliar os interesses entre os empresários e o social.

O quarto e último trabalho foi sobre Estratégias de marketing político por organizações partidárias interioranas.
A partir de uma pesquisa de opinião do IBGE onde a credibilidade política estava em último lugar, no juízo de valor dos entrevistados, surgiu a ideia de analisar como se articulam os partidos do interior do Rio Grande do Sul.
Ao que tudo indica os partidos localizados no interior tem características regionais, oposto ao que ocorre nas capitais. A maneira como são direcionados os períodos pré e pós campanhas seguem a personalidade do presidente em gestão. Por exemplo, onde o presidente vem da área do Direito os eventos de divulgação de propostas partidárias são chamados de doutrinação. Já outro realiza caravanas, churrasco e etc.
Nenhum deles possui um meio eletrônico de comunicação. E os outros meios midiáticos é clara uma despreocupação, que só tem uma pequena modificação nas épocas de campanhas onde dependendo do partido e seus membros pode contar com um espaço em programas de rádio,que tem maior apelo na região ou então polemizar assuntos para chamar atenção para si, que é o caso de um candidato do PTB.
As conclusões da análise foram:
  • falta de apoio dos diretórios de outras instâncias para o interior, ainda que seja pouco expressivo quantitativamente;
  • não cultuam a expansão da sua imagem, mesmo sabendo da importância da mesma;
  • diferenças de ações de marketing com o partido e determinados candidatos que tem maior apelo;
  • falta de acesso econômico dificultando maiores investimentos;
  • desarticulação entre partidos e mídia;
Mayara Caetano


Resenho do GT4 - Internet e Política , Por Carla Dias

Introdução à Comunicação Política

Professor: Afonso Albuquerque

Aluna: Carla Silveira Dias

Matrícula: 21049030

No GT4 - Internet e Política / Sessão 1: “Internet, campanhas eleitorais e instituições políticas” - assistido por mim, no IV Encontro da Associação Brasileira dos Pesquisadores de Comunicação e Política, realizado no dia 14 de abril de 2011, foram abordados diversos aspectos e pontos interessantes sobre a política na internet. Cito aqui os tópicos abordados:

1. As Campanhas invadem o Twitter: uma análise da performance dos três principais candidatos à presidência da república em 2010 no Brasil, por Camilo Aggio (UFBA).

2. O Twitter na campanha eleitoral de 2010, por Wilson Gomes (UFBA) et al.

3. O uso da internet pelos candidatos aos governos estaduais e ao senado federal nas eleições brasileiras de outubro de 2010, por Sérgio Braga (UFPR) et al.

4. Modelo organizacional de partidos políticos na internet: um estudo

sobre o partido dos trabalhadores, por Adriane Figueirola Martins (UFF).

O fator mais intrigante e interessante à minha pessoa foram as curiosidades estatísticas apresentadas neste GT. Fica claro e evidente que a interação entre política e internet foi atenuante e até mesmo eficaz nessa ultima eleição, sendo que, os principais candidatos ä presidência da república de 2010, passaram de chats e blogs pessoais, para campanhas maiores com a utilização das redes sociais (twitter, facebook, Orkut..)

Desta forma, o candidato não espera apenas ter lidos seus pensamentos e propostas, mas sim uma resposta de seus eleitores. Ele passa a ter à sua disposição diversas ferramentas e recursos midiáticos para se relacionar melhor com seus eleitores, abrindo assim novos caminhos e possibilidades de expor suas idéias e suas propostas com criatividade e enriquecimento. Atividade que, tempos atrás, não seria tão enriquecedora em outras mídias como, ocorre na internet, por diversos fatores como por exemplo o limite de tempo, preço, etc.

Outro fator interessante foi a descrição dos candidatos usuários do Twitter nas eleições de 2010. José Serra (PSDB) foi um dos primeiros a aderir ao Twitter e efetuava maiores tentativas de dedicar seu tempo à interagir com seus candidatos. Os candidatos Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT), também conectados ao Twitter, aplicavam esse espaço mais intensamente para informar seus eleitores do que está ocorrendo, em que cidades estarão ou para qual outra mídia será concedida entrevistas.

Wilson Gomes (UFBA) tratou do assunto com louvor. De acordo com Wilson, os candidatos contavam, obviamente, com seus assessores para se comunicarem no Twitter, mas, obviamente não devemos descartar a hipótese de que muitas vezes estavam presentes oferecendo suas próprias opiniões e pensamentos.

Enfim, concluo que inevitavelmente a internet e, inegavelmente, principalmente as redes sociais foram surpreendentemente mais utilizadas e de suma importância nas ultimas eleições para presidência. As redes sociais servem como expressão e os eleitores encontraram aí uma nova forma de se expressar e se relacionar com seu candidato. Estes encontram uma nova maneira se apresentar suas idéias e propostas à seus eleitores de forma funcional, dinâmica, obtendo, assim, um retorno surpreendente nas eleições 2010.

GT6 : Cultura política, comportamento e opinião pública


No GT6 primeira sessão(Opinião Pública e Comportamento Político)  de quinta feira, tivemos a apresentação dos tarabalhos de Anderson de Almeida Cano Ortiz (UERJ/FACHA) e Gustavo Venturi (USP).
O primeiro trabalho levou o título de “Opinião pública, enxames e contornos visíveis da esfera pública na Web”. Nele foram discutidos uma proposta metodológica que utiliza mais recursos de TI como os bancos de dados e softwares. Esses forneceriam um campo de dados para ser tratado, juntamento com informações e assim transformá-los em conhecimento. Como exemplo de prática, foi levantado a transformação de softwares auto organizados no MIT no caso de gripe suína no México. Com base na quantidade de pesquisas feitas em rede sobre gripe suína nessa região, poderia ser estimado e mapeado uma possível epidemia.
Ainda no campo de internet, foi discutido a perecividade das redes, que implicam em um não mapeamento eficaz dos movimentos; o potencial de acessibilidade com a telefonia móvel e seus gadgets, que permitem ao público maior tempo de conexão; os conceitos de esfera pública e privada, devido ao processo de rápida transformação, o que torna difícil delimitar onde acabaria um e começaria o outro.
No campo público, o conceito dado por enxame precisou ser redefinido, pois houve uma dúvida entre os que estavam presentes e o objetivo do pesquisador. A confusão se deu por conta da divergência de atribuição de valor, pois ficou a impressão de um movimento disperso. No entento, foi relembrado que em muitos movimentos históricos o frenesi foi capaz de agregar pessoas independente do seu real objetivo, para formar uma massa que gera mais impacto que um pequeno grupo realmente engajado. Os desdobramentos desse movimento se dão após uma “desordem”.
O segundo trabalho apresentado levou o título de “Dilma presidenta: gênero, religião e valores morais em disputa na sucessão de Lula”. Nele foram expostos dados de pesquisas realizadas no ano eleitoral de 2010 e o acesso a internet como forma de acessar conteúdo eleitoral, por parte do público feminino.
Os dados relativos ao acesso à internet e público feminino foram:
  • o contato com produtos tecnológicos teve aumento de 30%;
  • o aumento do uso frequente de tecnologias fez triplicar o uso frequente da internet, que passa a resumir a finalidade do instrumento;
  • com o uso da rede a população pode se informar mais sobre os candidatos, propostas de cada um e do partido;
  • com o maior acesso os meios tradicionais (rádio, impresso e televisão) tiveram queda;
O período de uso da rede para ambos os sexos, na disseminação de informações é o do horário do trabalho, devido a facilidade de conexão, tempo disponível entre tarefas e o meio de trabalho.
Sobre intenção de voto para Dilma de homens e mulheres:
  • um dos motivos mais representativos foi a crença na continuidade da política de governo, indicação/aprovação do presidente anterior, E no caso das mulheres, uma indentificação de gênero que beira, ao meu ver, um esteriótipo.
Os temas morais e religiosos vs intenção de votos vs gênero:
  • ambos aceitariam que seu representante fosse negro ou mulher;
  • a homofoia foi mais tolerada entre as mulheres e teve certa reprovação pelos homens;
  • ambos demonstram expressiva rejeição se o candidato(a) pertencesse a alguma religião afro; a favor da legalização da maconha; a favor do aborto; não acreditar em Deus.
Conclusão:
  • em uma pesquisa realizada, americanos, alemães, brasileiros, ingleses e franceses deveriam se classificar politicamente, considerando 0 esquerda e 10 direita. No resultado, ficamos em segundo lugar, perdendo para americanos, em classificação de direita e mais conservadores.
  • o partido trabalhista (PT), teve queda de influência no Sul e aumento no Nordeste após os escândalos no governo. Porém, podemos dizer que no fim, o partido não chegou a perder a credibilidade com seu eleitor.


Mayara Caetano


GT 9 - Propaganda e marketing político (Raquel Ramos)

GT 9: Propaganda e marketing político

>> A música na propaganda eleitoral

O primeiro trabalho apresentado a música na propaganda eleitoral e os jingles. Os jingles têm como função passar a mensagem de maneira simples e emotiva reforçando os pontos fortes do candidato e suas propostas. Por serem curtas e na maioria das vezes marchinhas, são fixadas na mente de maneira mais eficaz. Essa relação entre a música e a política no Brasil existe antes mesmo da República, na composição do nosso primeiro Hino Nacional. Os elementos retóricos passam pela divisão que oscilam entre a emoção e o pragmatismo. Uma estratégia interessante do jingle apresentada por ele foi a questão de não ser nema favor nem contra o governo com a intenção de ganhar a simpatia do maior número de eleitores possível.

>> Campanha eleitoral no jornal impresso

Esse trabalho foi cunhado na posição do jornal impresso diante do protagonismo das mídias eletrônicas. A publicidade no impresso tem como estratégia institucionalizar a candidatura, registrar a identidade da campanha e ampliar a base de votos. No que se refere a diagramção do jornal, a pesquisa constatou que os candidatos não se importam em que lugar da página estarão suas imagens. Por fim, ficou constatado que o jornal impresso tem relevância na última semana antes das eleições. Como forma palpável de gravar os números dos candidatos. Pois sempre vêm aqueles cartõezinhos com os números já escritos.

>> O funcionalismo no marketing político

O trabalho se baseou em 3 hipóteses. Manipulação, persuasão e função. A palestrante deixou claro que essas três hipóteses são fundamentais para o sucesso do marketing público.
O marketing eleitoral tem a ver com a conquista que reune forma e a convicção obstinada da paixão e astúcia. Uma estratégia de guerra.
O marketing governamental já é mais frio e calculista. Pois o terreno já foi conquistado. Em seguida, entra em cena o discurso eleitoral que é carregado de símbolos e interesses. O discurso é responsável por cumprir o papel determinante na mudança cotidiana de produção e reprodução do espaço, interferindo no comportamento dos agentes intervenientes nessa dinâmica e exibindo suas decisões.
Resumindo, não tem como falar de marketing sem a ideia das três hipóteses.


>> A utilização dos gimmicks na comunicação política: por que humanizar quem já é humano?

O trabalho teve a intenção de complexificar a utilização de mascotes nas figuras públicas. Chegando a conclusão de que como a política brasileira é algo insosso e desqualificado socialmente, esses mascotes têm a incubência de criar uma sensação de proximidade e quebrar a monotonia rehumanizando quem já é humano.




Resenha do GT3 do IV Encontro da Associação Brasileira dos Pesquisadores de Comunicação e Política, por Marcela Miranda

No GT3 - Comunicação Institucional e Imagem Pública, do IV Encontro da Associação Brasileira dos Pesquisadores de Comunicação e Política no dia 14 de abril de 2011, foram exibidos quatro trabalhos na 1ª sessão “Campanhas Eleitorais e Imagem Pública”:
O primeiro deles foi Eleições, Pesquisas e Estratégias de Marketing: a campanha eleitoral de Micarla de Sousa em Natal (2008), exposto por Emmanuel de Sousa Campos (UFRN) que analisou as estratégias de marketing no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral da candidata já mencionada e destacou o uso feito por Micarla, da imprensa que solidificou sua imagem pública através de entrevistas em programas de televisão da emissora do pai, sempre voltada para populares e jovens, onde enfatizava assuntos como saúde e segurança pública e utilizava a imagem da mulher como perfil da campanha. Sua filiação com João Ivan foi essencial para atingir o setor médio da sociedade.

O segundo trabalho foi apresentado por Luciana Panke (UFPR), Lucas Gandin (UFPR), Taiana Bubniak (UFPR) e Tiago César Galvão (UFPR) com o título de “O que os candidatos à Presidência do Brasil falaram nos programas do HGPE, nas últimas eleições?”. Expuseram a primeira fase das pesquisas do seu trabalho, que tem como objetivo ver as marcas e o poder de persuasão dos candidatos. Focaram no Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral do primeiro turno das eleições de 2010, pois acreditam que é o meio que mais atinge o público, já que a televisão é o veículo de massa mais procurado. Elencaram categorias para classificar as campanhas dos candidatos como, por exemplo, a duração dos programas, os assuntos mais e menos abordados e as características mais marcantes, como a presença de ironias, discursos mais pragmáticos ou emocionais.

O terceiro trabalho intitulado Mídia e política: a construção da candidatura de Aécio Neves como presidenciável em 2010, por Érica Anita Baptista Silva, que analisou as prévias para a escolha do candidato a presidência do PSDB e as posições tomadas pelo Jornal Estado de Minas diante da preferência do candidato Aécio Neves através da comparação feita por esse meio de comunicação, com o avô Tancredo Neves pelas habilidades políticas em comum, destacando-se as qualidades diferenciadas do candidato José Serra. Apontou as mudanças de sentido nos discursos da 1º e 2º edição online, exemplificando com amostras de jornais.

A quarta apresentação foi feita por Rogério Ferreira Silva (IFBA) com o titulo de As representações sociais de Heloísa Helena no Roda Viva – TV Cultura nas eleições presidenciais de 2006.
Ele analisou a entrevista dada em 12 de junho de 2006, anterior à campanha eleitoral que durou 1 hora e 40 minutos e destacou o formato da entrevista que permitiu o desenvolvimento da candidata do PSOL e elencou os assuntos abordados como, por exemplo, o modelo de desenvolvimento econômico e social, a corrupção, o programa do partido e do governo, a governabilidade.
Ao final de cada trabalho eram abertas as discussões e questões para os presentes e o orientador Rudimar Baldissera – UFRGS emitia algumas considerações.